Felipe Massa não levou o título de campeão mundial da Fórmula 1, mas conquistou de vez a admiração dos brasileiros. Depois da vitória inesquecível em Interlagos, a palavra que ele mesmo usou valeu para toda a torcida: orgulho. A torcida ficou mesmo orgulhosa, porque Felipe Massa fez uma corrida impecável de ponta a ponta da corrida e terminou em segundo lugar no campeonato, um pontinho apenas atrás de Lewis Hamilton. Muitos brasileiros pararam o que estavam fazendo para acompanhar a prova e novamente se orgulhar de ter um piloto de Fórmula 1.
Uma “massa” de gente queria ver o Massa. Era uma multidão vestida de vermelho. “Hoje é Massa”.
Carros, trens e helicópteros, todos se moviam na mesma direção. “É a festa do Brasil hoje”.
E nós milhões de brasileiros...ligadinhos....claro na Rede Globo....
Pilotos Alemães...
Nesta corrida inacreditável, dois outros pilotos também fizeram história como coadjuvantes. São dois pilotos iniciantes, que correm por escuderias modestas e menos famosas, mas nunca antes na Fórmula 1 os coadjuvantes foram tão importantes e tão cruciais para o desfecho dramático de um campeonato.
Sebastian Vettel é dono de um talento raro para correr na chuva, o que demonstrou ao ultrapassar Lewis Hamilton a duas voltas do fim do Grande Prêmio do Brasil. Trata-se da ultrapassagem que daria o título mundial a Felipe Massa. Vettel foi em frente. Fez mais uma ultrapassagem e chegou em quarto lugar. Somou 35 pontos e terminou o Mundial em oitavo.
Nada ruim...para quem iniciou, além de gatinho...
Timo Glock, de 26 anos, é um cigano das pistas. Estreou na Fórmula 1 em 2004, mas participou da Fórmula Indy, foi campeão da GP2 em 2007 e conquistou uma vaga na Toyota este ano. Nunca venceu uma prova. Nesta temporada, com 25 pontos, foi o décimo no Mundial de Pilotos.
No GP do Brasil, quando a chuva voltou a cinco voltas do fim, Timo Glock não trocou os pneus de pista seca por pneus para pista molhada. O rendimento piorou, a distância encurtou e o fim da história chegou.
E para finalizar amei essa frase: No domingo em Interlagos, o campeão foi inglês, o vice-campeão brasileiro, mas o quase herói e o anti-herói eram alemães.
terça-feira, novembro 04, 2008
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